sábado, 29 de outubro de 2011

'É um filme analógico', diz Selton Mello sobre 'O palhaço'
Segundo longa dirigido pelo ator estreiou nesta sexta-feira (28) nos cinemas.
Ator presta homenagem a ídolos em história que retrata o universo do circo.

 
Em tempos de salas de cinema IMAX, efeitos especiais vertiginosos e projeções em 3D, um tradicional circo, com todo o universo lúdico que o compõe, terá sua tenda armada nas telas do país nesta sexta-feira (28). Ator e diretor de "O palhaço", que também traz no elenco Paulo José, Larissa Manoela e Teuda Bara, entre outros, Selton Mello ressalta justamente este contraste.

"É uma época de filmes muito tecnológicos. 'O palhaço' é um filme analógico", brinca o ator, explicando sua tese. "São tantos efeitos visuais, truques e criaturas criadas por computador no cinema de hoje que acho que as crianças vão acabar estranhando os personagens do Circo Esperança. esses personagens parecem seres de outro planeta, porque elas nem imaginam que existe esse mundo do circo", observa o cineasta, sobre seu segundo longa na direção.

Selton e Paulo José interpretam a dupla de palhaços Pangaré e Puro-Sangue, na verdade Benjamim e Valdemar, a principal atração do Circo Esperança. Apesar de levar o público às gargalhadas, Benjamim entra em crise e sai em busca de sua própria identidade, cruzando com as mais insólitas figuras pelo caminho.

Se em "Feliz Natal" (2008), sua primeira experiência como cineasta, optou por contar uma trama baseada num drama familiar denso, desta vez Selton buscou um caminho mais leve e uma narrativa mais autoral.

"No caso de um primeiro filme, você fica muito assoberbado pelas suas referências e acaba sendo mais explícito neste aspecto. Desta vez, me senti mais livre para fazer algo com a minha pegada, no meu tempo e do meu jeito. Este segundo filme tem mais a minha alma", ressaltou o ator, reconhecendo os Trapalhões e os diretores Federico Fellini e e Ettore Scola como alguns dos pilares estéticos do novo trabalho.

"O palhaço" também conta com participações insólitas de três artistas presentes na memória afetiva do diretor: Ferrugem, Jorge Loredo e Moacyr Fraco, este último premiado como melhor ator coadjuvate no Festval de Cinema de Paulínia este ano — o filme também foi eleito melhor direção, roteiro e figurino. Segundo Selton, iterpretando personagens cômicos importantes para parte da história passada fora do circo.

"Quando Benjamim segue em direção da cidade de Passos, que é um centro urbano, tive medo do filme afundar. Era um perigo que eu corria. O fato de eu ter escalado Ferrugem, Loredo e Moacyr para esse núcleo da cidade mantém o caráter circense do filme. Porque eles são espécies de palhaços ou arquétipos disso. Além disso, são referências para mim. Quis homenageá-los", comenta.

Esquizofrenia
E sobre a experiência de acumular funções numa mesma produção? "Para quem olha de longe, atuar e dirigir é quase como encarnar meu personagem no filme 'Mulher invisível, onde contraceno com o nada e falo com alguém que não existe. É meio esquizofrênico, um jogo maluco, mas muito natural", afirma Selton, que também assina o roteiro do filme em parceria com Marcelo Vindicatto.

Entre tantos personagens representando a trupe cigana do Circo Esperança, o carinho por um em especial: a pequena Guilhermina, interpretada pela atriz Larissa Manoela.

"De uma certa forma, estou ali. Ela sou eu há 30 anos, uma criança que também perambulava pelo set de filmagem, sonhava com aquilo e tinha vontade de crescer como artista".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Baterista do Metallica diz que não quis trabalhar na trilha de 'Kill Bill'
'Maior erro que já fiz', revelou Lars Ulrich em entrevista para revista.
Segundo ele, Tarantino criou cenas de luta ao som de faixas da banda.


Durante a divulgação do álbum "Lulu", do Metallica com Lou Reed, o baterista Lars Ulrich revelou que não aceitou trabalhar na trilha sonora de "Kill Bill", um dos maiores êxitos do cineasta Quentin Tarantino. "Foi o maior erro que já fiz na vida", revelou em entrevista à revista "Newsweek".

Segundo o músico, ele o diretor jantaram juntos em San Francisco anos atrás. O encontro serviu para Tarantino adiantar ao baterista que algumas cenas do filme foram inspiradas em músicas da banda de metal, assim como convidá-lo para escrever a trilha do longa.

"Um dos 30 minutos mais surreais da minha vida foi ter Quentin Tarantino a seis palmos a minha face, com os olhos dançando, intensamente animado, explicando intrinsecamente os detalhes de como ele escreveu e coreografou duas das principais cenas do filme com base nas músicas do Metallica 'Enter Sandman' e 'Sad but true'", afirmou.

O baterista explicou que após o jantar recebeu um roteiro "denso" do filme e que não o compreendeu quando o leu. "Percebi que ele estava escrito em uma linguagem que estava fora da minha real compreensão. Nunca tinha me deparado como uma narrativa como aquela, baseada na cultura estrangeira de artes marciais e mitos asiáticos. Simplesmente não consegui pôr minha cabeça dinamarquesa para funcionar ao redor daquilo".

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

'A música é uma máquina do tempo', diz o cineasta Eduardo Coutinho
'As canções', novo documentário do diretor paulistano, está no Festival do Rio.
Homens e mulheres cantam e falam de músicas que marcaram suas vidas.


Espalhe cartazes por diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro com os dizeres: "Alguma música já marcou sua vida? Cante e conte sua história". Reproduza a mensagem na internet e nos jornais. Depois, selecione aqueles que espontaneamente se oferecerem para a empreitada e registre-os em vídeo, a capella (cantando sem acompanhamento). Selecione as 18 melhores histórias. O resultado é o documentário "As canções", do cineasta Eduardo Coutinho, um dos concorrentes à mostra competitiva do Festival do Rio 2011, que acontece até o próximo dia 18. "Além de escolher as histórias mais fortes, fiz questão de ignorar meu gosto pessoal com relação às músicas. Não tive preconceito", conta Coutinho, também diretor de "Edifício Master", "Jogo de cena" e "Moscou". Geralmente anexadas a episódios tristes do passado, as canções, que vão desde Roberto Carlos ao repertório composto pelos próprios entrevistados, trazem um traço em comum, segundo o cineasta. "A música te transporta para outro lugar, para outro mundo, para outro tempo. Clássica ou brega, é uma máquina do tempo. E esse tempo é sempre o passado", conclui o diretor, com base nos dois meses de pesquisa e no total de 237 depoentes.

Bem humorado, diz que não participaria do filme por não saber a resposta sobre a própria indagação:

Qual foi o principal critério para selecionar as 18 pessoas incluídas no filme?
Eduardo Coutinho 
Além de escolher as histórias mais fortes, fiz questão de ignorar meu gosto pessoal com relação às músicas. Não tive preconceito. Até comemorava quando entrava uma música mais brega.


Que lições você tirou depois de ouvir tantas músicas e histórias?
Coutinho
A música faz com que quase todas as pessoas se lembrem do passado, destaca um sentimento de reconstrução. Então digo que o passado é o presente. O passado nunca passa. A música te transporta para outro lugar, para outro mundo, para outro tempo. Clássica ou brega, a música é uma máquina do tempo. E esse tempo é sempre o passado. Por isso, a canção não vai morrer. A "canção" a que me refiro é a música junto com a letra. Isso não vai acabar nunca.


Algo o surpreendeu?
Coutinho
Sim. Fiquei besta em saber que a obra do Legião Urbana tem tanta penetração popular. “Pais e filhos” foi citada por duas pessoas. E as histórias baseadas nesta música eram muito poderosas. Só não entraram na montagem final por conta da duração do filme. Uma terceira pessoa ainda cantou outra música da banda. Vou inclui-las nos extras quando editar o DVD. Quero incluir pelo menos oito personagens no DVD, mas que ficaram de fora do filme.


Há um número maior de mulheres entre os depoentes selecionados...
Coutinho
Porque a mulher é outro ser humano. Se entrega, revela seus fracassos amorosos. O homem não, nunca conta quando é "corneado", traído. Por conta disso, cheguei a ficar com medo de restarem apenas mulheres na edição final.


E apenas um jovem...
Coutinho
Porque jovem não vive nem revive. Quando um jovem diz que rompeu com alguém, já corre para arrumar outro no dia seguinte. Mas isso muda depois dos 30 anos.


Grande parte das histórias trata de alguma perda ou alguma dor. Você chegou a se emocionar em algum momento?
Coutinho
Não. Não chorei em nenhuma das entrevistas. Procurava sempre manter a clareza para o público entender as histórias. Porque, às vezes, pode fica muito confuso. Mas sempre com frieza. Além disso, sabia que as pessoas iriam se sentir mais aliviadas depois de contarem aquelas histórias. E chorar junto iria atrapalhar. É um filme, mas, para elas, foi como um tipo de terapia.


Se participasse do seu próprio filme, cantaria o quê?
Coutinho
Ah, eu não tenho isso. Já me perguntaram isso outras vezes. Pensei, mas não sei a resposta. Além disso, eu canto muito mal (risos).
Chris Martin diz que novo álbum do Coldplay pode ser o último da banda
Quinto álbum do grupo será lançado em 24 de outubro.
Músico vê Adele e Justin Bieber como competidores.


Em entrevista ao jornal britânico "Daily Mail" neste domingo (16), Chris Martin afirmou que "Mylo xyloto", novo álbum do Coldplay, pode ser o último da banda. "Este pode ser o nosso último disco. É a destilação do trabalho de três anos e, no momento, não consigo imaginar como um outro poderia vir pela frente".

O vocalista do grupo britânico, que se apresentou no Rock in Rio, também afirmou ver Adele e Justin Bieber como competidores. "Agora temos Justin Bieber e Adele para competir e eles são bem mais jovens. Temos de ter uma energia para pôr em nosso trabalho maior que a deles. Se acabar, acabou, posso viver com isso. A coisa mais importante é sempre saber proceder, como se todo álbum fosse o último e não espera-se nada mais que isso".

"Mylo xyloto" traz o single "Everyteardrop is a waterfall" e uma parceria com Rihanna. Ele chega às lojas do mundo todo em 24 de dezembro.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mostra de cinema de SP terá produtor de 'O iluminado' e exibição de 'Fausto'
Jan Harlen foi cunhado de Kubrick e seu produtor em 'Laranja mecânica'.
'Fausto' venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano.

 
A organização da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo anunciou neste sábado (8) algumas das atrações de sua 35ª edição.

O evento vai de 21 de outubro a 3 de novembro, com 250 filmes exibidos em 22 salas espalhadas pela cidade, entre cinemas, museus e outros espaços.

Entre os convidados estará Jan Harlen, cunhado de Stanley Kubrick e seu produtor em filmes como "Laranja mecânica" e "O iluminado". Também foi incluído na programação o longa "Fausto", vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza 2011.

A arte do cartaz oficial da Mostra é assinada pelo cartunista Mauricio de Sousa.

Entre os filmes confirmados na programação estão "O amor não tem fim", de Julie Gavras; "Habemus papam", de Nanni Moretti; "O futuro", de Miranda July; A ilusão cômica, de Mathieu Amalric; além do documentáro 3D "Caverna dos sonhos esquecidos", de Werner Herzog.

Dos brasileiros, foram incluídos "O palhaço", de Selton Mello, e "Teus olhos meus", de Caio Sóh.

Fonte: globo.com

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

'É um orgulho', diz diretor sobre escolha de 'Tropa 2' para o Oscar
Longa-metragem vai representar o Brasil na premiação da Academia.
Em entrevista ao G1, José Padilha diz que ficou 'superfeliz' com anúncio.

Depois do anúncio de que o filme "Tropa de elite 2" vai disputar uma vaga no Oscar 2012, o diretor José Padilha afirma que ficou "superfeliz" por ser escolhido para representar o país.

“É um orgulho para mim e para toda as pessoas que trabalharam na realização do 'Tropa 2'”, disse o cineasta em entrevista.

O Ministério da Cultura divulgou no Rio de Janeiro, a seleção do longa-metragem como representante do Brasil na corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.

O produtor de "Tropa 2", Marcos Prado, diz que acredita que a sequência tem "chances reais" de levar uma estatueta da Academia de Hollywood. "O filme não é tão violento quanto o original e traz uma narrativa sensível sobre família; estaremos concorrendo de igual para igual com produções de outros países", afirma o produtor.

Marcos Prado afirma ainda que, em sua opinião, a produção não é negativa para a imagem do Brasil no exterior. "As pessoas nos EUA já têm noção do que acontece aqui, nada que mostramos é novidade", diz.

Segundo Prado, o longa-metragem chega aos cinemas de dez capitais americanas dia 11 de outubro e isso deve ajudar na campanha para que a obra fique entre os finalistas da premiação. "É uma etapa difícil, porque temos que fazer com que os membros da Academia se interessem e assistam ao filme", completa. "Temos que estimular o boca a boca."

Seleção
"Tropa de elite 2" foi escolhido por uma comissão especial a partir de uma lista de 15 concorrentes, que incluía "Bruna Surfistinha", "Assalto ao Banco Central", "As mães de Chico Xavier", entre outros.

A comissão é formada pela secretária do audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana; pelo presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco; pelo ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza; e pelos representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

"Por sua qualidade técnica e artística, 'Tropa 2' saltou à frente dos outros indicados", disse a secretária do audiovisual, Ana Paula Santana, que acrescentou que a votação entre os membros da comissão foi unânime.

"'Tropa 2' é um filme com autêntica chance de ganhar uma indicação. E, sendo indicado, é um filme com autêntica chance de vencer o Oscar", opinou Hoineff, membro da comissão de seleção. "Essa continuação é mais bem acabada: o roteiro é melhor, a fotografia é melhor, por isso teve uma receptividade maior do público", disse o cineasta Roberto Farias, que também faz parte do grupo.

Segundo a secretária do audiovisual, os produtores de "Tropa de elite 2" vão receber apoio "logístico e financeiro" do governo para promover o longa-metragem no exterior e apoiar a candidatura a uma vaga na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro.

Fonte: globo.com

domingo, 9 de outubro de 2011

Divulgado trailer de 'My week with Marilyn', com Michelle Williams
Filme é baseado na semana em que Colin Clark trabalhou com a diva.
Emma Watson, Kenneth Branagh e Judi Dench estão no elenco.

Foi divulgado nesta semana o primeiro trailer de "My week with Marilyn", aguardado filme em que Michelle Williams interpreta a diva do cinema (assista).

O longa de Simon Curtis se baseia na semana que o escritor britânico Colin Clark trabalhou como assistente de Marilyn, em meados de 1956, quando ela filmava "O príncipe encantado" na Inglaterra. A estreia mundial do filme está prevista para este mês no Festival de Nova York.

Em "O príncipe encantado", a atriz, maior símbolo sexual da sua época, contracenava com um gigante da dramaturgia, Sir Laurence Olivier. Marilyn na época estava na sua lua de mel com o marido, o escritor Arthur Miller. Quando ele foi embora, Clark ficou encarregado de apresentar a vida do Reino Unido a ela.

Clark registrou essa semana em um diário, que teve trechos lançados em dois livros, em 1995 e 2000. Kenneth Branagh (Olivier), Dougray Scott (Miller), Emma Watson e Judi Dench também estão no elenco da adaptação para as telas.

Fonte: globo.com