segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Chris Martin diz que novo álbum do Coldplay pode ser o último da banda
Quinto álbum do grupo será lançado em 24 de outubro.
Músico vê Adele e Justin Bieber como competidores.


Em entrevista ao jornal britânico "Daily Mail" neste domingo (16), Chris Martin afirmou que "Mylo xyloto", novo álbum do Coldplay, pode ser o último da banda. "Este pode ser o nosso último disco. É a destilação do trabalho de três anos e, no momento, não consigo imaginar como um outro poderia vir pela frente".

O vocalista do grupo britânico, que se apresentou no Rock in Rio, também afirmou ver Adele e Justin Bieber como competidores. "Agora temos Justin Bieber e Adele para competir e eles são bem mais jovens. Temos de ter uma energia para pôr em nosso trabalho maior que a deles. Se acabar, acabou, posso viver com isso. A coisa mais importante é sempre saber proceder, como se todo álbum fosse o último e não espera-se nada mais que isso".

"Mylo xyloto" traz o single "Everyteardrop is a waterfall" e uma parceria com Rihanna. Ele chega às lojas do mundo todo em 24 de dezembro.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mostra de cinema de SP terá produtor de 'O iluminado' e exibição de 'Fausto'
Jan Harlen foi cunhado de Kubrick e seu produtor em 'Laranja mecânica'.
'Fausto' venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano.

 
A organização da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo anunciou neste sábado (8) algumas das atrações de sua 35ª edição.

O evento vai de 21 de outubro a 3 de novembro, com 250 filmes exibidos em 22 salas espalhadas pela cidade, entre cinemas, museus e outros espaços.

Entre os convidados estará Jan Harlen, cunhado de Stanley Kubrick e seu produtor em filmes como "Laranja mecânica" e "O iluminado". Também foi incluído na programação o longa "Fausto", vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza 2011.

A arte do cartaz oficial da Mostra é assinada pelo cartunista Mauricio de Sousa.

Entre os filmes confirmados na programação estão "O amor não tem fim", de Julie Gavras; "Habemus papam", de Nanni Moretti; "O futuro", de Miranda July; A ilusão cômica, de Mathieu Amalric; além do documentáro 3D "Caverna dos sonhos esquecidos", de Werner Herzog.

Dos brasileiros, foram incluídos "O palhaço", de Selton Mello, e "Teus olhos meus", de Caio Sóh.

Fonte: globo.com

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

'É um orgulho', diz diretor sobre escolha de 'Tropa 2' para o Oscar
Longa-metragem vai representar o Brasil na premiação da Academia.
Em entrevista ao G1, José Padilha diz que ficou 'superfeliz' com anúncio.

Depois do anúncio de que o filme "Tropa de elite 2" vai disputar uma vaga no Oscar 2012, o diretor José Padilha afirma que ficou "superfeliz" por ser escolhido para representar o país.

“É um orgulho para mim e para toda as pessoas que trabalharam na realização do 'Tropa 2'”, disse o cineasta em entrevista.

O Ministério da Cultura divulgou no Rio de Janeiro, a seleção do longa-metragem como representante do Brasil na corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.

O produtor de "Tropa 2", Marcos Prado, diz que acredita que a sequência tem "chances reais" de levar uma estatueta da Academia de Hollywood. "O filme não é tão violento quanto o original e traz uma narrativa sensível sobre família; estaremos concorrendo de igual para igual com produções de outros países", afirma o produtor.

Marcos Prado afirma ainda que, em sua opinião, a produção não é negativa para a imagem do Brasil no exterior. "As pessoas nos EUA já têm noção do que acontece aqui, nada que mostramos é novidade", diz.

Segundo Prado, o longa-metragem chega aos cinemas de dez capitais americanas dia 11 de outubro e isso deve ajudar na campanha para que a obra fique entre os finalistas da premiação. "É uma etapa difícil, porque temos que fazer com que os membros da Academia se interessem e assistam ao filme", completa. "Temos que estimular o boca a boca."

Seleção
"Tropa de elite 2" foi escolhido por uma comissão especial a partir de uma lista de 15 concorrentes, que incluía "Bruna Surfistinha", "Assalto ao Banco Central", "As mães de Chico Xavier", entre outros.

A comissão é formada pela secretária do audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana; pelo presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco; pelo ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza; e pelos representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

"Por sua qualidade técnica e artística, 'Tropa 2' saltou à frente dos outros indicados", disse a secretária do audiovisual, Ana Paula Santana, que acrescentou que a votação entre os membros da comissão foi unânime.

"'Tropa 2' é um filme com autêntica chance de ganhar uma indicação. E, sendo indicado, é um filme com autêntica chance de vencer o Oscar", opinou Hoineff, membro da comissão de seleção. "Essa continuação é mais bem acabada: o roteiro é melhor, a fotografia é melhor, por isso teve uma receptividade maior do público", disse o cineasta Roberto Farias, que também faz parte do grupo.

Segundo a secretária do audiovisual, os produtores de "Tropa de elite 2" vão receber apoio "logístico e financeiro" do governo para promover o longa-metragem no exterior e apoiar a candidatura a uma vaga na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro.

Fonte: globo.com

domingo, 9 de outubro de 2011

Divulgado trailer de 'My week with Marilyn', com Michelle Williams
Filme é baseado na semana em que Colin Clark trabalhou com a diva.
Emma Watson, Kenneth Branagh e Judi Dench estão no elenco.

Foi divulgado nesta semana o primeiro trailer de "My week with Marilyn", aguardado filme em que Michelle Williams interpreta a diva do cinema (assista).

O longa de Simon Curtis se baseia na semana que o escritor britânico Colin Clark trabalhou como assistente de Marilyn, em meados de 1956, quando ela filmava "O príncipe encantado" na Inglaterra. A estreia mundial do filme está prevista para este mês no Festival de Nova York.

Em "O príncipe encantado", a atriz, maior símbolo sexual da sua época, contracenava com um gigante da dramaturgia, Sir Laurence Olivier. Marilyn na época estava na sua lua de mel com o marido, o escritor Arthur Miller. Quando ele foi embora, Clark ficou encarregado de apresentar a vida do Reino Unido a ela.

Clark registrou essa semana em um diário, que teve trechos lançados em dois livros, em 1995 e 2000. Kenneth Branagh (Olivier), Dougray Scott (Miller), Emma Watson e Judi Dench também estão no elenco da adaptação para as telas.

Fonte: globo.com

sábado, 8 de outubro de 2011

Festival SWU confirma shows de Lynyrd Skynyrd e Hole
Evento será realizado entre os dias 12 e 14 de novembro, em Paulínia (SP).
Em sua primeira vinda ao Brasil, bandas tocam dia 13 de novembro.

Foram anunciadas mais duas atrações internacionais do festival SWU. As bandas Lynyrd Skynyrd e Hole estão confirmadas para a programação do evento, que acontece entre 12 e 14 de novembro, em Paulínia (SP).

Ambos os grupos vêm ao Brasil pela primeira vez e tocam no festival no dia 13 de novembro, sendo que o Lynyrd Skynyrd se apresenta no palco principal e o Hole no New Stage.

Formada originalmente nos anos 1970, o Lynyrd Skynyrd é uma das bandas de rock dos EUA mais antigas em atividade. Referência do chamado "southern rock", o grupo se destacou com hits como "Sweet home Alabama" e "Free bird".

Já o Hole, liderado pela viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, é um dos expoentes do rock alternativo dos anos 1990. O grupo fez sucesso com hits como "Miss world" e "Violet", do disco "Live through this" (1994), e "Celebrity skin" (1998), do álbum de mesmo nome.

As bandas se juntam a Alice in Chains, Kanye West, Stone Temple Pilots, Miyavi, Down, Faith No More, Sonic Youth, Snoop Dogg, Black Eyed Peas, Peter Gabriel, Megadeth e Damian Marley no line-up da segunda edição do SWU.

O primeiro lote de ingressos para o festival começou a ser vendido no dia 11 de julho, pelo site www.ingressorapido.com.br. As vendas pelo telefone (4003-1212) funcionam de segunda a sábado, das 9h às 22h, e nos domingos e feriados das 11h às 22h. Ingressos também podem ser adquiridos em 67 pontos de venda espalhados pelo Brasil.

Desta vez, o SWU terá quatro palcos e cerca de 70 atrações em uma área quatro vezes maior que a fazenda Maeda, em Itu, que recebeu a edição passada. São esperadas 70 mil pessoas por dia.

Fonte: globo.com

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Clapton traz noite de blues ao Brasil
Clássicos do guitarrista também fizeram parte do repertório.
Show em Porto Alegre abriu turnê brasileira.

 

Eric Clapton não esqueceu de alguns de seus hits na nova turnê brasileira, que começou na noite desta quinta-feira (6), em Porto Alegre. Mas boa parte das cerca de 20 mil pessoas que assistiram ao show no estacionamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) podem ter deixado o local com a sensação de que Clapton queria mesmo era passar a noite tocando clássicos do blues. Em 1h43min de apresentação, o guitarrista permaneceu quase um terço do show sentado, alternando entre a guitarra e o violão, e pouco falou com a plateia.

Depois de Porto Alegre, a turnê segue para o Rio de Janeiro (9 e 10 de outubro), São Paulo (dia 12), Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile).

A postura de Clapton, no entanto, não é um sinal de cansaço ou enfadado com o giro sul-americano. A turnê “Clapton” havia sido iniciada no primeiro semestre e interrompida em junho após passar por países como Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Alemanha e Coreia do Sul.

O show de Porto Alegre marcou a retomada e, para reaquecer as turbinas, Clapton fechou um teatro na cidade para ensaiar com a banda entre terça (4) e quarta-feira (5) por mais de cinco horas consecutivas.

Como convém à fama dos conterrâneos, o músico inglês foi pontual e seguro ao apresentar um repertório de 16 músicas na cidade. O repertório pouco mudou na nova fase, e o guitarrista se mostra confortável com a decisão de passar boa parte do show sentado para um público de estádio, privilegiando os blues mais lentos e solos da banda. Os clássicos da carreira surgem como uma espécie de concessão de Clapton para o público.

Na noite fresca de Porto Alegre, o guitarrista abriu o show com quatro canções inspiradas no blues: “Going down slow”, “Key to the highway”, “Hoochie coochie man” e “Old love”.

Como de praxe, Clapton fez solos elegantes e chegou a arrancar aplausos no meio da música quando alternou frases em baixo volume com timbres distorcidos em “Old love”, um sinal de que a plateia também pagou ingresso para apreciar o virtuosismo que fez Clapton famoso.

O inglês abriu espaços generosos para os tecladistas Tim Carmon e Chris Staiton mostrarem seu talento.

Carmon, em particular, roubou a cena com solos de sintetizador e órgão. O lendário baterista Steve Gadd, o baixista Willie Weeks e as backing vocals Michelle John e Sharon White completam a banda enxuta que veio ao Brasil - curiosamente, Clapton não trouxe nenhum outro guitarrista para lhe fazer companhia, como de costume.

A quinta canção da noite foi “Tearing us apart”, um pop dançante dos anos 80 que Clapton usou para agitar a plateia antes de puxar a cadeira.

Sentado, o inglês interpretou “Drifiting blues”, “Nobody knows you when uou're down and out”, “Lay down Sally” e “When somebody thinks uou're wonderful”, esta última uma canção da década de 30 que é a única faixa do último disco do músico, “Clapton”, lançado em 2010, a entrar no repertório.

Antes de levantar de novo, o guitarrista tocou “Layla” em um novo arranjo, mais arrastado, inspirado na versão do disco “Wynton Marsalis and Eric Clapton play the blues”, lançado em setembro, que compila canções de blues em formato tradicional.

“Layla” é a única composição de Clapton a figurar na colaboração com Marsalis gravada em abril, em dois shows realizados em Nova York, onde o clássico do Derek and The Dominos ganhou uma reinterpretação com ares de uma bela marcha fúnebre ao estilo das bandas de sopros de New Orleans. Quem espera a pegada rock de “Layla” dos anos 70 pode sair decepcionado.

Clapton abriu a parte final do show com a animada “Badge”, hit da época do Cream, e engatou com “Wonderful tonight”. A inspiração do blues voltou mais uma vez perto do final da apresentação com “Before you accuse me” e “Little queen of spades”, quando Tim Carmon arrancou aplausos de novo com os solos de órgão e sintetizador. Para encerrar, “Cocaine”.

Clapton vez uma rápida parada antes do bis, que feio enxuto, somente com “Crossroads”. E foi só. O guitarrista agradeceu mais uma vez em inglês (preferiu o português uma única vez no show) e deixou o palco para seguir a turnê no Rio de Janeiro.

O repertório
1 – “Going down slow”
2 – “Key to the highway”
3 – “Hoochie coochie man”
4 – “Old love”
5 – “Tearing us apart”
6 – “Driftin' blues”
7 – “Nobody knows you when you're down and out”
8 – “Lay down Sally"
9 – “When somebody thinks you're wonderful"
10 – “Layla"
11 – “Badge"
12 – “Wonderful tonight"
13 – “Before you accuse me”
14 – “Little queen of spades"
15 – “Cocaine"

Bis
16 – “Crossroads”

Fonte: globo.com

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sem eira nem beira
Como um rascunho, e sem intenção de passar a limpo à história de uma cidade. É por meio de sua arquitetura que notamos uma grande expressão artística herdada pelos Europeus que aqui passaram e fixaram suas heranças e costumes.

O pintor francês Armand Julien Palliere, que de passagem por Taubaté no ano de 1821, dese­nhou a primeira planta da vila de Taubaté que se tem conhecimento, ele também destacou alguns pontos históricos da cidade, fazendo com que o município traçasse essa forma artística que ficou marcada nos dias de hoje. O fato de Taubaté estar privilegiada geograficamente é o que faz enxergarmos uma característica muito marcante em seu perfil arquitetônico. De passagem pelo centro da cidade, onde as ruas, até hoje são es­treitas e as casas são próxima uma das outras, você se remete ao um passado onde todos os moradores se debruçavam em suas janelas que ficavam todas de frente para a rua, um antigo gesto que ficou marcado por um hábito de estar diante de suas casas para ver os viajantes que sempre passavam pro dentro da cidade, fazendo com isso um grande corredor de troca de infor­mação e objetos mais isso é outra história.

Portas e janelas que dão de frente para a rua como se fossem, cordialmente recepcionar os visitantes que ali passavam. Muitas dessas casas recebiam um adorno que ficava entre a testeira da casa e janelas, esse detalhe além de diferenciar a fachada, tinha uma posição social marcante na época, os mais antigos diziam que a expressão “sem eira nem beira” parte do princí­pio, onde quem possuía uma condição financeira mais elevada podia ter eira e beira, assim os me­nos favorecidos possuíam somente a eira.

Esse pequeno detalhe é lembrado até hoje, em meio às construções modernas e disputando espaço entre grandes marcas e é sutilmente uti­lizado nos mais atuais modelos arquitetônicos.
Atualmente na cidade de Taubaté, existe um projeto de mapeamento dos monumentos ar­quitetônicos, que estão sendo gradativamente destruídos pelo o grande avanço imobiliário ou simples fato de esquecimento cultural.

Esquecer um passado que se faz tão presente em nosso dia-a-dia é um atraso e um erro irre­parável caso não tenhamos consciência dessa degradação histórica não nos restará mais o elo entre a memória e desenvolvimento.

São detalhes como esses que contribui para a nossa história, e enriquecem nossa memória cultural. Agora não se esqueça, mesmo que seja só de passagem você pode estar nesse momen­to, diante de uma obra de arte, mesmo sendo aquele sobradinho, tendo ou não eira nem beira é uma obra de Arte.

Por Emilio Millo